Fiscalização de limite de velocidade: como sempre devia ter sido

janeiro 2, 2012

Finalmente acabaram com essa palhaçada da sinalização avisando os motoristas sobre onde estão instalados os dispositivos de ficalização do limite de velocidade. É assim que sempre deveria ter sido.

O limite de velocidade deve ser respeitado em toda a extensão da via, não somente na área de alcance do disposistivo. A rigor, os dispositivos de fiscalização foram reduzidos a lombadas eletrônicas. A mensagem "respeite a lei aqui" é a materialização da hipocrisia no respeito à lei de trânsito.

Por outro lado, aqui no DF, é preciso melhorar muito a sinalização referente aos limites de velocidade. Por exemplo: Se você entra no SIA em direção ao Park Shopping, vindo da Estrutural, não há uma placa informando sobre o limite de velocidade por uns 2km. o mesmo se repete em infindáveis situações. Aí, a coisa pega…

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O senhor Astra

julho 20, 2011

Deve ser parente da Senhora Corolla. Trânsito muito lento no Eixo monumental, próximo ao Meorial JK. Sinalizo que vou mudar de faixa para a esquerda. O cidadão no Astra, a uns 20, talvez 30 metros, acelera como um doido só pra fechar minha passagem, freiando bruscamente para não atingir o carro parado logo à frente. Assim que ele para,  mudo de faixa e paro lado a lado com ele. Baixo o vidro e explico para ele que aquela luzinha que fica piscando de um dos lados do carro é um sinal de que eu vou mudar de faixa, e que aquela atitude dele podia causar um acidente. "Problema seu!". Bom, pelo que sei, no caso de uma colisão, o problema seria nosso, os dois carros danificados.

Entendo que ele pudesse estar com pressa para pegar a mãe que estava largando o serviço na Apple, mas garanto que esperar mais um minuto não ia fazer diferença para ela…

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A senhora Corolla

maio 18, 2011

Na pista do SMU, em direção ao camping/autódromo. Bem no finzinho, a faixa da esquerda acaba, afunilando antes da rotatória. Percebo o Corolla preto vindo atrás de mim, em velocidade bem mais alta. Imediatamente antes do afunilamento o Corolla joga para a pista da direita, passa por cima da obstrução (aquelas tartaruguinhas no asfalto), e joga pra cima de mim, sem qualquer sinalização, do jeito que veio. Graças às infinitas siglas que cercam o sistema de freios do meu carro, consigo evitar a colisão. Na fila para acessar a rotatória, uns 30 metros à frente, paro ao lado do Corolla, conduzido por uma fina dama. Ela olha na minha direção e eu aponto para o retrovisor, como quem sugere que seria um equipamento útil a ser considerado no tipo de manobra que ela acabara de fazer. A fina dama passa a vociferar uma infinidade de impropérios, com um vocabulário que faria corar a turma de qualquer torcida organizada do Brasil, além de brandir violentamente os punhos nos gestos mais obscenos. Ainda não eram 9 da manhã.

Fiquei pensando o que teria levado a fina dama a tal estado de descontrole emocional tão cedo no dia. Poderiam ser as horas perdidas alisando e descolorindo os cabelos para manter aquela aparência chique-pausteurizada. Poderia ser o fato de estar acima do peso, e portar um papo que mais lembrava uma ave marinha na época de acasalamento.

Fosse o que fosse, não era culpa minha.

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Obras da marginal do Tietê

outubro 27, 2010

Passando por São Paulo tivemos a oportunidade de trafegar pela marginal do Tietê, nos pontos onde aconteceu o alargamento.

O que vimos lá foi um trânsito muito ruim, não parado, mas lento e carregado. E numa tarde de domingo.

A estratégia de alargar e viadutar tudo por todos os lados custa muito caro e traz resultados pouco duráveis. Em pouco tempo a capacidade de escoamento se esgota.

O modelo de transporte individual, baseado em automóveis não funciona mais. Ou adotamos a estratégia de expandir e melhorar o transporte coletivo, ou caminharemos inexoravelmente para o Engarrafamento do Fim do Mundo. Aliás, o tal engarrafamento de nove dias na China já é um sinal bem claro.

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Retomando

agosto 12, 2010

Preciso retomar esse blog.

Pra variar, um lugar onde os autmóveis andam, e rápido.

Ninguém segura esse Japonês:

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Trânsito?

agosto 7, 2010

Legal este texto que achei no blog do Nassif. Ou a gente começa a pensar nisso, ou vamos chegar no deadlock absoluto do trânsito ou no engarrafamento do  fim-do-mundo: o tráfego vai travar de tal forma que ninguém vai conseguir voltar pra casa.

Washington Novaes
Webster Franklin
Do Estadão

Os recordes que nos atormentam

06 de agosto de 2010 | 0h 00 Washington Novaes – O Estado de S.Paulo

É curioso. O Brasil caminha a passos velozes para uma situação insustentável nas cidades – abarrotadas de veículos presos em congestionamentos cada vez mais longos, enquanto se cultiva o wishful thinking de que é possível seguir com recordes sucessivos nas vendas de carros, estimuladas até com isenção de impostos. Adicionalmente, cultiva-se a tese de que é possível tudo resolver com mais viadutos, túneis, elevados, etc., esquecendo o que disse há mais de 20 anos o arquiteto Jayme Lerner: essas soluções não levam a nada a não ser mudar de lugar os congestionamentos de trânsito. Em julho último, por exemplo, mais 322,4 mil veículos foram emplacados no País; em sete meses, 1,88 milhão. Se forem acrescentadas motocicletas, terão sido 461,6 mil no mês, 2,92 milhões no ano. E todos vieram somar-se aos 27,8 milhões de carros que já circulavam (Estado, 3/8) e aos 8,55 milhões de motos.

Chega-se ao ponto de cidades como Goiânia já se aproximarem da taxa de quase um veículo por habitante, para uma capital desenhada no tempo em que nem sequer se fabulava com essa possibilidade – e, portanto sem prever uma estrutura viária compatível. O resultado é visível nos congestionamentos cada vez mais dramáticos. Mas, apesar disso, continua-se ali a conceder incentivos fiscais para novas indústrias automotivas, que receberam boa parte dos mais de R$ 80 bilhões em incentivos fiscais concedidos pelo Estado (sem falar nas prefeituras) em 20 anos. Ainda há poucas semanas uma indústria desse setor foi contemplada com incentivos de R$ 2,1 bilhões, para investir R$ 105 milhões, 20 vezes menos. Prometendo criar 765 postos de trabalho, ao custo de R$ 275 mil para cada um em incentivos, quando o Banco do Povo, mantido pelo governo estadual, com R$ 600 emprestados (e não doados) cria um posto de trabalho.

Mas Goiás é apenas um dos muitos Estados que assim o fazem, nessa "guerra fiscal". Embora sua receita efetiva de ICMS seja de R$ 11,5 bilhões (2009), neste ano concedeu R$ 3,6 bilhões em incentivos, boa parte deles para outro setor relacionado com o de veículos – usinas de álcool, que até aqui receberam R$ 28,1 bilhões (para R$ 7 bilhões em investimentos próprios). O resultado final é que, com uma dívida de R$ 11,33 bilhões, o Estado perde sua capacidade de investir na própria estrutura viária, para a qual precisaria de R$ 10 bilhões (O Popular, 30/6).

Felizmente, começam a surgir iniciativas em outra direção, como a da Prefeitura de São Paulo, que proibiu caminhões de circular na Marginal do Rio Pinheiros, na Avenida dos Bandeirantes e na Jornalista Roberto Marinho, uma vez que está aberto para eles o Trecho Sul do Rodoanel, construído, ao custo de R$ 5,5 bilhões, para evitar que esse trânsito pesado, principalmente do interior do Estado para o Porto de Santos e o litoral sul, tivesse de passar por aquelas três vias. Já se registram protestos – pedágio e a distância maior encareceriam os custos – e até mesmo desrespeito. Mas, como já observou este jornal em editorial, o custo tem de caber exatamente a esses usuários específicos e não deve ser transferido para toda a sociedade. Até aqui, circulavam pela Marginal do Pinheiros 26 mil caminhões por dia; pela Bandeirantes, 9,5 mil. E a previsão é de que a lentidão no trânsito possa diminuir entre 15% e 20%.

É curioso que ainda se registrem protestos e inconformismo, quando a frota de caminhões, que representa 4% do total de veículos, gera 35% dos congestionamentos (Estado, 2/8). E quando restrições à sua circulação já existiam na década de 1940, quando São Paulo nem sonhava com o trânsito de hoje. Mas já naquela época caminhões de mudanças e de entrega de cargas não podiam circular entre as 7 e as 18 horas.

São Paulo também deverá avançar um pouco mais quando entrarem em vigor em todo o Estado, até dezembro, novos limites para a emissão de poluentes – principalmente material particulado ultrafino -, de acordo com padrões da Organização Mundial de Saúde. Estudos acadêmicos têm mostrado que morrem anualmente na cidade 4 mil pessoas em decorrência de problemas de saúde causados pelas emissões. Não é de estranhar, já que o volume de poeira fina na cidade é o dobro do registrado nos Estados Unidos, por exemplo. As novas regras introduzirão exigências adicionais em licenças ambientais, restrições a veículos (a frota na cidade é de 6,7 milhões de veículos, segundo o Detran) e controle de emissões industriais.

Mas já há um perigo rondando – pressões para que o Conselho Nacional do Meio Ambiente reveja a Resolução n.º 418/09, que estabelece limites para emissões de poluentes por veículos. O argumento é de que as regras são "muito rígidas", pois os veículos que saem hoje das linhas de montagem teriam padrões de emissão superiores aos da frota que já circula.

A sociedade precisa estar atenta. Se é um desejo de cada família ter um veículo próprio – diante da precariedade dos transportes coletivos -, também não se pode, por esse caminho, inviabilizar a qualidade de vida e a saúde de todos. Da mesma forma, é preciso repetir: os ônus da poluição, como de qualquer problema "ambiental", devem ser atribuídos a quem os gera, e não a toda a sociedade, que com eles sofre.

Se ainda faltassem outros motivos para restrições, podem-se lembrar os estudos do economista Nelson Choueri, já citados aqui, sobre os prejuízos econômicos dos congestionamentos de trânsito: 5 milhões de pessoas que se deslocam diariamente na cidade de São Paulo perdem em média duas horas por dia no transporte, ou seja, 10 milhões de horas diárias; multiplicadas pelo valor médio atual da hora de trabalho, em torno de R$ 10, serão R$ 100 milhões por dia, mais de R$ 30 bilhões por ano. Se um valor como esse fosse aplicado na expansão do metrô, por exemplo, em pouco tempo toda a cidade estaria servida. Não dá para converter. Mas serve para avaliar a irracionalidade.

JORNALISTA

07/08/2010

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Dinheiro jogado fora

maio 31, 2010

Artigo curto do Gilberto Dimenstein mostrando que as obras de ampliação na Marginal em São Paulo não deram resultado: 1,3 bilhões de reais depois, os engarrafamentos continuam os mesmos.

Aqui no DF estão fazendo a mesma coisa: desmatando, alargando e asfaltando e viadutando tudo. Em pouco tempo, os bilhões virarão engarrafamentos.

Transporte coletivo que é bom, nada…

Multas e estatísticas.

fevereiro 2, 2010

Foi divulgada por esses dias uma estatística sobre as infrações de trânsito aqui no DF, e a imprensa divulgou que a infração mais cometida pelos Brasilienses é o excesso de velocidade, seguido pelo avanço de sinal vermelho. Nada disso.

Qualquer visitante que rode pela cidade verá facilmente que a infração mais cometida pelos brasilienses é o estacionamento irregular. Estacionam sobre as calçadas, sobre gramados, no meio da via (entre as faixas de circulação, em fila-dupla, em fila dupla 45 graus (!), em fila tripla, sobre rotatórias, em trevos, viadutos… a "criatividade" dos motoristas é inacreditável. E quando digo que um visitante pode constatar isso é porque os próprios brasilienses jamais perceberão o problema: para eles é absolutamente normal esse comportamento.

As estatísticas divulgadas não mostram quais são as infrações mais cometidas, mostram que no DF as infrações que dependem de ação de fiscalização, de fiscais nas ruas trabalhando, tem um baixo índice de autuações. Excesso de velocidade e avanço de sinal são infrações registradas automaticamente por aparelhos eletrônicos.

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Paradoxo do paradoxo

julho 22, 2009

Sempre assim nas notícias sobre o trânsito: "… nos horários de maior movimento…"; que "maior movimento" é esse? A (o) repórter acaba de dizer a frase,a câmera abre e mostra a rua absolutamente entupida de carros, que, se não estão imóveis, movem-se muito pouco. Como se pode dizer que é o horário de maior movimento quando quase ninguém se move? A situação do trânsito nas cidades grandes vai causar uma revisão de conceitos.

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Dirigindo como freira

julho 20, 2009

Faz tempo que fiz meu “voto de castidade” no trânsito, só ando na velocidade permitida, o que me livrou de despesas com multas, diminuiu o estresse e fez meus carros muito mais econômicos.

Costumo dizer que dirijo como freira. Mas não como essa freira: 180km/h!

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